Cláudio Castro é apontado por reportagens e documentos como responsável por decisões que abriram espaço e deram vantagens ao Banco Master (e ao Credcesta) no crédito consignado a servidores e nos investimentos do Rio Previdência.

1. Decretos que abriram caminho para o Credcesta/Master

ü  Em 2021, um decreto assinado por Cláudio Castro permitiu que o cartão de benefícios Credcesta, ligado ao Banco Master, passasse a operar consignado na folha dos servidores estaduais, incluindo ativos e aposentados.

ü  Menos de uma semana após esse decreto, a Casa Civil (secretário Nicola Miccione) autorizou a empresa PKL One Participações a operar o cartão Credcesta com desconto direto em folha, numa decisão formalizada por despacho administrativo.

ü  Parlamentares e veículos de imprensa destacam que esses atos (decretos 40.625/2021 e depois 49.526/2025) “abriram caminho” para o Credcesta/Master dominar a operação de consignado no estado, em detrimento de outros bancos.

2. Manutenção do consignado mesmo após a crise do Master

ü  Mesmo após operação da Polícia Federal e denúncias envolvendo o Banco Master e seus sócios, o governo do RJ manteve o serviço do Credcesta ativo para servidores, aposentados e pensionistas.

ü  A carteira de consignado do Rioprevidência com o Master era de cerca de R$ 25 milhões por mês, por cinco anos, e esse volume foi mantido mesmo com sinais de risco e questionamentos do TCE-RJ.

3. Aposta do RioPrevidência em títulos do Master

ü  Sob o governo Castro, o RioPrevidência investiu cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras (títulos) do Banco Master, além de cerca de R$ 1,5 bilhão em fundos administrados pelo conglomerado Master, totalizando exposição superior a R$ 2 bilhões.

ü  Esses aportes foram feitos mesmo com alertas do TCE-RJ sobre riscos, e hoje são alvo de investigação da PF e do próprio Tribunal de Contas, que apuram eventual gestão temerária ou ilegal dos recursos da previdência estadual.

ü  Depois da liquidação do Master, a PGE pediu – e obteve – decisão judicial para reter os valores dos consignados que seriam repassados ao Master/Credcesta, justamente para tentar recompor a perda desses investimentos, o que mostra que a política adotada colocou o fundo e, indiretamente, os servidores em risco para beneficiar o banco.

4. Processo “sumido” e acusação de favorecimento

ü  Matérias jornalísticas relatam que o processo administrativo que autorizou a PKL One/Credcesta a operar o consignado ligado ao Master “sumiu” do sistema oficial do governo, o que levanta suspeitas de falta de transparência e possível irregularidade.

ü  Deputados da Alerj afirmam que os decretos de 2021 e 2025 e o desaparecimento desse processo configuram favorecimento político e administrativo ao Banco Master e ao produto Credcesta, pois criaram uma operação bilionária de consignados e de investimentos em benefício do grupo.

Em resumo: segundo as fontes, Cláudio Castro beneficiou o Banco Master ao editar decretos que permitiram que o Credcesta operasse consignado na folha de servidores, manter essa parceria mesmo após graves suspeitas e permitir que o RioPrevidência direcionasse bilhões em recursos para títulos e fundos ligados ao Master, hoje sob investigação e com forte risco de perda para o sistema previdenciário dos servidores.

Milton Lima

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