Enquanto professores, servidores administrativos e de apoio enfrentam dificuldades financeiras, a gestão administrativa da SEEDUC foi marcada por uma destinação de aproximadamente R$ 1,1 bilhão para obras “descentralizadas” nas escolas nos últimos dois anos.
Ao descentralizar esses recursos,
o Estado transfere aos diretores escolares — que são educadores, não
engenheiros — a responsabilidade por contratos complexos de engenharia. O que
deveria ser gestão pedagógica vira pressão burocrática.
Em fevereiro de 2026, denúncias
apontaram ligação do genro da secretária de Educação, Roberta Barreto, com
esquemas envolvendo contratos superfaturados e obras de baixa qualidade.
A ironia salta aos olhos: há
agilidade administrativa para contratos bilionários, mas o Estado afirma não
ter tempo para regulamentar as rubricas bancárias que comprometem a renda dos
professores e demais servidores da educação.
Escárnio, cinismo, incompetência, corrupção, ou, tudo isso junto?
Milton Lima
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